Release Banda Capital Roots


Começaram a se apresentar no centro histórico da cidade (Projeto Reviver) em 2002, quando ainda era conhecida como Djembê. De lá para cá a banda veio amadurecendo seu trabalho  chegando a se tornar uma das maiores e mais influentes banda do estado, adquirindo o título de “Banda da Massa Regueira”.

 

A Capital Roots tem se destacado no cenário estadual e nacional, sempre com agenda nas festas de vários municípios maranhenses, além de outros estados . Sua  proposta musical é fazer um reggae genuinamente roots, onde a bateria e o baixo se encaixam perfeitamente formando o tão importante “drum and bass” do reggae, juntamente com um belo trio de metal com trombone, sax e trompete aliados à base seca da guitarra, suas harmonias groovadas e a percussão.

 

Pela qualidade do seu reggae e reconhecimento do seu trabalho, a banda sempre participa dos grandes eventos anuais da Ilha como: Cidade do Reggae e Sunsplash. Sendo ainda a banda base, há mais de dez anos, para diversos cantores jamaicanos como Larry Marshal,Eric Donaldson,John Holt,Max Romeo,Horace Andy,Kenyata Hill,Cedric Myton,Sly Foxx,Lloyd Parks,Ijahman levi,Donna Marie, Ray Mondo,Derrick Morgan, The Pionneers,The Maytones, Léo Graham,Pat Kelly, Eek a Mouse. Wiston groove,Barbara Jones, Ras sporrow Além de ter sido a única banda a participar dos três dias do “Maranhão Roots Reggae 2012”.

 

  • A Capital Roots, que já está trabalhando na edição do seu cd

  • Chamado (vibration)

é composta por Thom Batera (bateria), Adiel Telles (contra-baixo), Kidy Teclas (Teclado), Filipe Lisboa (guitarra), Amorim ( trombone), anderson cleiton (trompete), Gabriel jah-b (voz) e donna bill (voz).

Mais informações: 88625580 – AMORIM

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Banda de reggae feminina do Cariri conquista internautas


Elas vieram para fazer um som diferente e com mensagens positivas. O reggae é o sinal de bons tempos para o grupo Nazirê. A banda com pouco mais de dois anos, estava um pouco desencontrada, mas, depois de um vídeo de uma das músicas, postado na Internet, veio o incentivo que o grupo estava precisando para reanimar as meninas. Com a música “Acorda pra vida”, de autoria de Jordânia Martins, o Nazirê ganhou mais visibilidade e o ritmo regueiro já chegou a receber convites até de outros países para a possível gravação das músicas. Mas, ainda neste mês, o grupo grava a música em estúdio, na Capital cearense. A banda conquistou, em pouco mais de dois meses, são 9.226.183 visualizações na rede social Facebook.

Tudo começou pelo prazer de cantar e a admiração em comum pelo ritmo que teve a inspiração maior em Bob Marley. Já se contam inúmeros grupos, pelo mundo inteiro, da música que se tornou um grito que sai dos guetos, buscando o canto da liberdade. E as meninas decidiram investir num segmento da música em que não é comum ter mulheres na liderança musical.

A vozes ressoam delicadamente no ritmo sincronizado. No vídeo, com a bandeira do rei dos regueiros ao fundo, a música chega aos ouvidos como um despertar. A filmagem foi elaborada sem uma produção voltada para o resultado que tem obtido. Pelo menos não havia essa pretensão. Para as meninas Jordânia, Géssica Alencar e Ranny Ramos esse momento trouxe uma nova visibilidade que foi uma grande surpresa. Não esperavam que os shows aumentassem. No próximo dia 14 de março farão dois shows em uma só noite. No Sesc de Juazeiro do Norte e, em seguida, abrindo o show do cantor Edson Gomes, um dos ícones do reggae no Brasil e inspiração das meninas regueiras do Cariri. As bandas Mato Seco e Alpha Blondy também fazem parte das preferências musicais em se tratando do ritmo.

Mesmo com um projeto musical anterior, músicos caririenses decidiram iniciar o Nazirê. Eram seis componentes. Com o sucesso do vídeo, postado no dia 7 de janeiro, nas redes sociais, mais duas pessoas passaram a compor o grupo. A percussão ganhou força. “A gente sempre teve um sonho e, de repente, três dias depois da postagem, conseguimos seis milhões de visualizações”, afirma Jordânia.

Em uma semana e meia foram nove milhões acessos ao vídeo e a página no facebook cresceu de mil pessoas em dois anos de banda para mais de 85 mil pessoas. Todos os componentes do grupo já eram fãs do reggae, bastante disseminado por bandas no Cariri. Mesmo por ser divulgado e ter muitos fãs, segundo Jordânia, na região também há outros grupos específicos e também muito divididos entre as preferências musicais.

A cantora e instrumentista Ranny Ramos diz que, mesmo navegando por outras vertentes musicais, decidiu investir no reggae com o Nazirê. Para isso, houve uma concentração por essa inspiração, mas buscando novos elementos que caracterizem o aspectos personalístico da banda. Elas declaram que, com todo esse trabalho e a resistência dos grupos, há bandas que estão se sobressaindo na região do Cariri, como a Liberdade e Raiz, que se encontra em processo de gravação de CD; e Missão do Miranda, entre outras.

Jordânia lembra do momento difícil que a banda vinha passando. Os ensaios foram reduzidos. Após compor a música, na virada do ano, elas decidiram se encontrar na casa de Géssica, em Juazeiro do Norte, para gravar com a câmera do celular o vídeo “viralizado” na rede. Decidiram postar no Youtube. “A gente nunca imaginou que fosse ter esse sucesso, porque a música “Colar de joias raras” é muito mais trabalhada e com uma produção maior e não teve o mesmo sucesso”, afirma.

A ideia era ver os amigos apenas dando força para a nova música. A canção ainda não está sendo executada em rádios da região e agora as integrantes aguardam a gravação, tendo à frente o produtor e empresário Hélio Santos. A ansiedade do grupo é grande para estar em estúdio realizando um sonho da carreira. “Estamos muito confiantes e, como não temos experiência, é muito boa essa proposta de gravar essa música”, explica Jordânia.

As referência femininas no mundo do reggae são poucas ainda. No geral, a maioria é homem. As mulheres estão mais presentes no back vocal, conforme explica Jordânia, talvez até para dar uma suavizada nas vozes masculinas. O vídeo obteve uma repercussão internacional. E os contatos passaram a vir de países latino-americanos e também da Europa.

Não apenas do Ceará começaram a surgir propostas para o grupo. Houve, na verdade, uma divulgação em outros países do Nazirê. Conforme Jordânia, elas tiveram contato com um produtor da Itália, que deseja fazer um teste com a banda. E os elogios vieram de suecos, chilenos, venezuelanos, mexicanos e norte-americanos. “As pessoas diziam que, mesmo sem entender o idioma, gostaram muito”, conta Ranny. Mesmo com a mudança de perspectiva do momento, para o grupo o importante é não deixar a chance passar.

Fique por dentro

Mistura de estilos e letras engajadas

O Reggae é um gênero musical que tem suas origens na Jamaica. O auge do reggae ocorreu na década de 1970, quando este gênero espalhou-se pelo mundo. É uma mistura de vários estilos e gêneros musicais: música folclórica da Jamaica, ritmos africanos, ska e calipso. Apresenta um ritmo dançante e suave, porém com uma batida bem característica. A guitarra, o contrabaixo e a bateria são os instrumentos musicais mais utilizados. As letras das músicas de reggae falam de questões sociais, principalmente dos jamaicanos, além de destacar assuntos religiosos e problemas típicos de países pobres. O reggae recebeu, em suas origens, uma forte influência do movimento rastafari, que defende a ideia de que os afrodescendentes devem ascender e superar sua situação por meio do engajamento político e espiritual. No Brasil, o ritmo chegou com mais força no Norte e Nordeste. O Estado do Maranhão se destaca com a forte presença de músicas do gênero.

Mais informações:
Nazirê
www.nazire.com.br
(88) 9713.9432 / 8872.9755
Falar com Érika Cristina
[email protected]

Fonte: Diario Do Nordeste

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GDAM confirma Eric Donaldson no carnaval!


Apesar de vários artistas de reggae ficarem de fora da rota de São Luís no ano passado, confesso que estou bastante otimista para 2015. Logo no início de janeiro (dia 10), recebemos o boliviano Ras Sparrow, autor do sucesso “Zion Town” (lançada no Reggae Point), onde se apresentou no Luau da Toca do Trovao (Araçagi).

Carnaval se aproxima e para a folia de momo o Grupo de Dança Afro Malungos, o GDAM, com o seu tradicional bloco de reggae, anunciou que trará novamente o jamaicano Eric Donaldson, muito querido pelos maranhenses.

Na diversidade de ritmos e cores, o reggae fará parte da programação da folia que toma as ruas de São Luís, com concentração do bloco no Centru´s Bar (a partir das 17h), no Centro. O bloco sairá três dias no período carnavalesco, dias 15, 16 e 17. Informações sobre venda de Abadá, clique aqui. Além de Eric, Cedric Myton, I Jahman e Horace Andy devem passar ainda este ano por São Luís. O que nos resta é sermos otimistas.

Fonte: blogsoestado

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MARLEY 70 ANOS


06 de Fevereiro é dia de festa na Jamaica, a terra natal do reggae music comemora o nascimento do ídolo maior, o mito, a maior expressão da música expoente de um país, Robert Nesta Marley.

Bob Marley é considerado o primeiro e maior astro musical do terceiro mundo, já vendeu mais de 80 milhões de discos espalhados pelo mundo, e sua imagem figura entre uma das mais valorizadas do planeta. Seguindo as comemorações pelos seus 70 anos celebrados em seis de Fevereiro, o Projeto Sexta do Vinil do Porto da Gabi realiza nesta data (06 de fevereiro) a festa “BOB MARLEY 70 ANOS”, uma justa homenagem em forma de música com um dos mais considerados artistas maranhense do reggae, Gerson da Conceição (Manto Bantu) & Banda, com um repertório especial baseados nos grandes clássicos do Rei Bob Marley.

Além do show de Gerson da Conceição (Mano Bantu) & banda, a festa BOB MARLEY 70 ANOS terá participações especiais dos Dj’s James Brown, Túlio Jamaica, Dudu da Caçulinha do som, e a discotecagem da equipe Radiola Reggae & Rádio Zion com os Dj’s Marcos Vinícius & Joaquim Zion. Na oportunidade os primeiros mil presentes ganharão um adesivo comemorativo da festa “BOB MARLEY 70 ANOS” no Projeto Sexta do Vinil.

 

O quê:

BOB MARLEY 70 ANOS

Quando: dia 06 (Sexta Feira)

Onde: Porto da Gabi, Projeto Sexta do Vinil

Local: Aterro do Bacanga

Horário: 22hr

Atrações: Dj’s James Brown, Tulio Jamaica, Dudu da Caçulinha do som, equipe Radiola Reggae & Rádio Zion com os dj’s Joaquim Zion & Marcos Vinícius, Show “Bob Marley 70 anos” com Gerson da Conceição (Mano Banto) & Banda.

 

Contatos:

098-8849 9016/ 98311 6013 (Joaquim Zion); 98812 1098/ 98189 7442 (Marcos Vinícius)

Email: [email protected]/[email protected]

https://www.youtube.com/watch?v=dFYMlwfu_is

 

 

 

 

 

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Disco inédito de Bob Marley será lançado em fevereiro


Em homenagem aos 70 anos que Bob Marley completaria em 2015, a família do músico deu acesso ao extenso acervo privado de músicas inéditas do artista, permitindo a promoção de relançamentos, vídeos e discos ao vivo e uma série de lançamentos comemorativos ao seu legado.
O primeiro item que será lançado é o CD/DVD ao vivoEasy Skanking in Boston ’78, com Marley e sua banda Wailers. As imagens da apresentação foram gravadas por um fã, que foi autorizado pelo próprio músico a ficar na frente e no centro da plateia.
A previsão para seu lançamento está marcada para o dia 10 de fevereiro. Entre as faixas tocadas no show, realizado durante uma turnê em 1978, estão No Woman, No Cry, I Shot the Sheriff e Get Up, Stand Up.
Fonte: A tribuna

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SEXTA DO VINIL NO PORTO DA GABI COMPLETA TRÊS ANOS


O projeto “sexta do vinil” completa três anos e o público maranhense, amantes e admiradores do bom reggae roots vai comemorar nesta sexta feira, dia 7, no Porto da Gabi no Aterro do bacanga. São mais de cento e cinqueta sextas feiras repleto de muito roots reggae diretamente do vinil, uma verdadeira resistência desse estilo que traduz a origem da música jamaicana propagada na ilha de São Luis desde os seus primórdios, através de colecionadores e personagens que daqui viajavam até a terra mãe do reggae, para garimpar as preciosidades que encantam toda uma nação do reggae ludovicense.

Disco de vinil seja ele raro, ou lançamento, faz parte desse caldeirão de emoções desencadeado todas as sextas feiras com a magia dos dj’s que compõe o projeto SEXTA DO VINIL, James Brown, Túlio Jamaica, Dudu da Caçulinha e os Dj’ Joaquim Zion & Marcos Vinícius condutores dessa onda que invadiu a ilha repleta de vinil pra todo lado, a cada bar pela cidade é bem fácil você encontrar algum Dj executando suas sequências, atráves de vinil, seja LP ou compacto rotação 45.

Para comemorar os três anos do projeto Sexta do Vinil, a festa contará com as participações dos principais Dj’s da cena reggae roots da cidade, como Neto Miller, Jorge Black e diretamente de Fortaleza um dos maiores colecionadores de vinil do Brasil, “DJ Canuto Lion”, dono do principal site de vendas on line de discos de vinil e acessórios, o www.blackloja.com.

Na grande festividade de comemoração dos três anos da Sexta do Vinil, o público maranhense em especial os adeptos ao vinil, terão a oportunidade de comprar vinil de vários estilos musicais além do reggae na “1ª Feira do Vinil”, que será instalada no Porto da Gabi, paralelamente a festa dos Dj’s, portanto, você além de curtir um bom reggae roots, poderá dá os seus primeiros passos para sua coleção de vinil.

Para os primeiros mil pagantes na entrada ao projeto Sexta do Vinil no Porto da Gabi, será entregue o Cd com as trinta mais executadas ao longo dos três da edição do projeto sexta do vinil, reunindo os maiores sucessos aclamado pelo público, uma seleção cuidadosamente preparada para os regueiros mais exigentes, é comparecer para crê. Portanto, como bem dizia um dos maiores dj’s da cena reggae do Maranhão, “…só não vai quem já morreu…” (Antonio José “in Memorian” da Estrela do Som) porque Sexta é no Porto da Gabi com a SEXTA DO VINIL…Imperdível!

Marcos Vinícius

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Morre aos 69 anos John Holt, uma figura de destaque no reggae e rocksteady


Veterano estrela do reggae e aos amantes do rock pioneiro John Holt morreu em um hospital de Londres, 69 anos.

A notícia da morte do cantor jamaicano veio no dia 19 de outubro de Copeland Forbes, o empresário de Holt, desde 2006, confirmou sua morte à Jamaica Observer Online. “John morreu em 2:40 hora Inglês. Seu sobrinho [John] informou-nos de sua morte. “A causa da morte de Holt ainda não foi confirmada.

Nascido em Kingston, Holt ganhou fama como um membro de The Paragons na década de 1960, um grupo no qual ele escreveu “The Tide Is High”, que viu notoriedade mundial na década de 1980 com cobertura do Blondie. Durante seu tempo no grupo rocksteady, ele também escreveu sucessos como: Tonight, Ali Baba, I See Your Face, and Wear You to the Ball.

Em 1970, Holt deixou os Paragons para se concentrar em sua carreira solo, e logo se tornou um dos maiores nomes do reggae, com sua música Stick By Me, gravado com o produtor Bunny Lee, listado como o mais vendido, recorde jamaicano de 1972.

Uma figura crucial na cultura jamaicana, o som de Holt era conhecido por suas qualidades de estilo balada suave. Esta manhã, a indústria da música tem pago os seus aspectos, com registros de Tróia saudando-o como um “grande talento e um verdadeiro cavalheiro”.

Seu último álbum solo foi Peacemaker, lançado em 1993.

Fonte: The Guardian

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O verdadeiro significado das cores do Reggae


VERDEAMARELO E VERMELHO, acho que todo mundo ou quase todo mundo já deve ter visto essas cores juntas, talvez em alguma roupa ou simplesmente em uma pulseira, muita gente fala que são as “cores do reggae” e confirmamos que realmente é, porém existe outro grande significado que não se resume em apenas ser as “cores do reggae” mais também ser as cores da bandeira nacional da Etiópia e as principais cores para os seguidores do movimento rastafári ambos com o mesmo significado

Confira os significados das cores abaixo:

VERDE = terra e esperança
AMARELO = a igreja e a paz
VERMELHO = poder e fé

As cores representativas tem valores tanto materiais (físicos) quanto metafísicos (ou espirituais). O físico, no verde, se relaciona à Terra-Mãe, natureza, fauna, flora tão exuberantes, na África, assim como no Brasil, fonte de vida e prosperidade, terra provedora de abrigo e alimento. O aspecto metafísico do verde é a esperança porque esta cor está ligada, nas tradições esotéricas mais antigas, aos fenômenos de renovação. No Taro, oráculo de cartas de origem hindu-egípcia, a carta XX, tem o verde como cor destacada. O arcano (a carta) chamado O Julgamento, mostra três figuras que se erguem de um túmulo diante de um anjo apocalíptico, uma cena de ressurreição.

Nos tons do amarelo e do vermelho se concentram outros significados subjetivos. A Paz, condição necessária a uma existência saudável; a Igreja, como força social de união entre os povos; o poder, como capacidade de realização de metas, de transformar sonhos em realidades e, finalmente, a Fé, sem a qual estas capacidades não podem ser alcançadas. É pela fé que se mantém a persistência rumo a um objetivo não obstante os numerosos obstáculos que se interponham entre uma pessoa e suas aspirações mais elevadas.

Fonte: reggaedovale

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Dia Nacional do Reggae


Você sabia?

– É comemorado em 11 de maio o Dia Nacional do Reggae. Esta data foi escolhida, pois foi num dia 11 de maio que faleceu Bob Marley, o principal representante da história do Reggae. A lei que instituiu esta data foi sansionada pela presidente do Brasil Dilma Rousseff em 14 de maio de 2012.

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Bunny Wailer o último membro original do The Wailers vivo pela primeira vez no Brasil!


Que tal ter o prazer de presenciar um show do Bunny Wailer, parceiro de Bob Marley e Peter Tosh, e o último ‘original Wailler’ vivo?

Declaradamente adepto do Movimento Rasta, o cara tem o reggae na veia e se diz uma pessoa bem religiosa (aquela religião da plantinha mágica). Percussionista nato, Bunny foi um dos mentores do reggae na Jamaica no final dos anos 60 e vem pela primeira vez ao Brasil.

O Movimento Rastafári ou Rastafar-I (rastafarai) é um movimento religioso que proclama Hailê Selassiê I, imperador da Etiópia, como a representação terrena de Jah (Jave). Este termo advém de uma forma contraída de Jave encontrada no salmo 68:4 na versão da Bíblia do Rei Tiago. O termo rastafári tem sua origem em Ras (“príncipe” ou “cabeça”) Tafari (“da paz”) Makonnen, o nome de Hailê Selassiê antes de sua coroação 

A história do cara não para por aí não, ele é ganhador de 3 Grammy’s como“Melhor Álbum de Reggae” 1990, 1994 e 1996.

Então, “prepare o capacete que lá vem pedrada!” Para conferir essa preciosidade da ‘reggae music’ agende-se para a noite de 12 novembro, em Porto Alegre.

Mais informações no site do Bar Opinião.

Font: http://wp.clicrbs.com.br/

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O adeus a um dos mais lendários percussionistas da Jamaica!


Faleceu aos 78 anos dia 25 de agosto, o lendário percussionista jamaicano Uzziah ’Sticky’ Thompson, vítima de um ataque cardíaco fulminante. Sticky foi um dos mais emblemáticos percussionistas da história da música jamaicana e começou sua carreira em meados dos anos 60 ainda no SKA.

Nos últimos anos ele trabalhou bastante com Ziggy Marley, mas já gravou com uma infinidade de artistas como Gregory Isaacs, Culture, Horace Andy, The Mighty Diamonds e muitos outros.

Fonte: Rafael Surforeggae

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Banda de reggae de Petrolina disponibiliza músicas pela internet


Álbum ‘Galhos Concatenados’ do Tio Zé Bá pode ser conferido na íntegra.
Músicas do disco podem ser ouvidas e baixadas até o fim de setembro.

A banda ‘Tio Zé Bá’ de Petrolina, no Sertão pernambucano, está disponibilizando gratuitamente o álbum ‘Galhos Concatenados’. As 17 faixas do disco podem ser ouvidas e baixadas pela internet até o fim do mês de setembro. Após esse período as músicas podem ser adquiridas através de download pago ou em um disco físico programado para ser lançado até novembro deste ano.

O projeto Tio Zé Bá dialoga com vários estilos
musicais (Foto: Leonardo Carvalho / Divulgação)

Segundo o vocalista Maércio José dos Santos, o álbum vem sendo produzido desde 2009 com recursos próprios. “A ideia é ceder o disco para o pessoal que acompanha nosso trabalho desde o início. Como o público conhece as músicas, já que elas são tocadas nos shows, nós decidimos divulgar na internet”, afirmou.

O Tio Zé Bá foi criado em 2006, a partir de um projeto paralelo de Maércio quando integrava outro grupo da cidade, o Apocalypse Reggae. Em parceria com o Apocalypse, o projeto Tio Zé Bá lançou o primeiro disco, ‘Além do Mar’, em 2007. O álbum ‘Galhos Concatenados’ é o primeiro trabalho solo do projeto.

“Grande parte do que a gente produziu, desde a época do Apocalypse Reggae, foi disponibilizada na internet e a gente passou a ser mais conhecido com isso. Acho interessante essa divulgação, até para que as pessoas tenham acesso à mensagem das músicas. Só que o nosso trabalho é independente, não temos patrocínio e precisamos tirar os gastos em algum momento”, explicou.

O Tio Zé Ba tem cinco integrantes na sua formação de base, mas o grupo com frequência faz parcerias com outros músicos. As canções do projeto visam valorizar a cultura local. “A gente tenta falar de coisas que dizem respeito à nossa região. Nós trabalhamos o reggae, que é o ritmo principal, mas com a cara do Sertão, com uma cara ribeirinha. Tem uma música, por exemplo, com a batida do ‘Samba de Veio’, da Ilha do Massangano. Além disso, misturamos o reggae com outros estilos, como em músicas que têm uma pegada de afoxé, uma com arranjos de blues e até uma canção com participação de um DJ londrino”, contou Maércio.

 

Fonte: g1 Petrolina

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Respeitado Jornal da Jamaica cita Gilberto Gil como Bob Marley brasileiro! Confira!


O Brasil e a Jamaica sempre tiveram muitas afinidades não só entre o seu povo, mas também com a música e os esportes. Recentemente, Gilberto Gil foi destaque no respeitado jornal jamaicano ‘Jamaica Observer’ e ganhou uma reportagem que exalta a sua carreira e o chama de ‘O Bob Marley Brasileiro’.

O jornal faz a comparação não só pela sua popularidade e versatilidade musical, mas também por representar uma das vozes dos oprimidos. Gil já trabalhou com jamaicanos por diversas vezes, desde a gravação de “Vamos Fugir” com os The Wailers (banda que acompanhou Bob Marley) até o Kaya N’Gan Daya, tributo que gravou em 2001 na Ilha do Reggae.

Fonte:http://www.surforeggae.com.br

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Banda Raiz Tribal e o mais novo material: Novas Trilhas


Banda Raiz Tribal e o mais novo material: Novas Trilhas
“RAIZ TRIBAL tem como herança a paixão pelo reggae vinda de uma das principais bandas de reggae do país, a maranhense Tribo de Jah. Gill Enes e Keké Enes são filhos de Netto Enes (guitarrista e vocalista da Tribo de Jah) e Leo Rabelo, filho de Aquiles Rabelo (baixista e vocalista da Tribo de Jah) pra fechar esse power trio!
De pai para filho e depois para os palcos a fora, assim é a trajetória de 13 anos da banda, que começou em Guarulhos/São Paulo e que faz o caminho de volta para não perder os laços com a raiz musical maranhense.
Mesmo com o DNA da Tribo de Jah a Raiz Tribal nesses 13 anos de carreira conquistou a própria identidade, tocou ao lado de bandas nacionais e internacionais consagradas e ganhou reconhecimento e admiração de quem toca reggae no país.
Discografia:
– Sintonia 2005
– ReggaeRaggaRootsSkaDub 2007
– Novas Trilhas 2014*

Sendo o nome do 3º disco no qual o repertório foi escolhido a dedo para compor junto a participações especiais uma homenagem aos mais de 400 anos de São Luís. NOVAS TRILHAS conta com grandes nomes da música brasileira assim como ZECA BALEIRO na faixa ‘A Ilha’ (música em homenagem a São Luís), FAUZI BEYDOUN (Tribo de Jah) na faixa ‘Quando o São João Chegar’ (releitura da música de autoria do mesmo que se refere a cultura regional e ao estado do Maranhão) e a participação do Pr. NENGO VIEIRA (O Reggaeman gospel do Brasil) na música ‘Terra Prometida'”.
fonte:
http://www.palcomp3.com/raiztribal/
http://www.facebook.com/pages/Raiz-Tribal/144076272318465″

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BUSY SIGNAL – GYAL YUH GOOD OFFICIAL VIDEO


Após a apresentação do tríptico de músicas dedicadas aos anos 80, o sempre prolífico Busy Signal traz o novo vídeo oficial. E como muitas vezes acontece, ele vai em uma uma gota completamente natural de baladas suaves para selvagem “canção vinho”, assim como o proposto no clipe, produzido mais uma vez por seu Turf Music.
E, como o título da música, é razoável esperar que as próprias “gyal” os protagonistas absolutos do vídeo. E ‘nos dias de hoje a notícia de que o sinjay também retornam este ano no palco Sumfest, depois de uma ausência de cinco anos de um dos maiores eventos musicais na Jamaica.
Busy também deixar voluntariamente se engajar em “guerra letras” entre Mavado e Bounty Killer, naturalmente tapume do lado do general, que o apresentou a anos atrás, devido à militância na Aliança. E canções como “Tek Capa” e “Business” está direcionando seu ex-amigo Gully Gad.
https://www.youtube.com/watch?v=pxkSDt-NnbM
fonte:http://www.reggae.it/busy-signal-gyal-yuh-good-official-video/

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Novo Álbum “Manifesto do Pensar”


MANIFESTO DO PENSAR

O Pedecoco lançou seu novo trabalho em meio ao processo de refinamento que só o profissionalismo e a dedicação podem trazer. Mais do que composições autorais e autobiográficas, o novo CD traz o amadurecimento musical e pessoal dos integrantes, reproduzido incansavelmente durante o processo de criação e se estendendo à gravação, mixagem e aprovação final. A banda, que teve projeto aprovado junto à Funjope, levou cerca de um ano para produzir e gravar o álbum, que contém oito faixas inéditas e traz participações importantes na cena local, como Naiá Lombardi e Atômico MC. Depois de gravado, o CD foi enviado para ser mixado e masterizado na Lion and Fox, estúdio responsável pela mixagem de nomes como Groundation, SOJA e Don Carlos. O resultado deste processo são músicas feitas à mão, com a atenção de artesãos e o feeling de profissionais. Baixe no site http://www.pedecoco.com
Fonte: Pedecoco

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O grande produtor Phillip ’Fatis’ Burrell ganhará álbum-tributo de lendas do Reggae!


Phillip ’Fatis’ Burrel, respeitadíssimo produtor musical jamaicano que faleceu em 2011, irá ganhar um álbum-tributo com a presença de grandes nomes do Reggae.

Fatis foi considerado como o responsável pelo renascimento do Reggae Roots na Jamaica na década de 90, e através do seu selo Xterminator produziu e lançou muita gente boa como Luciano, Sizzla, Chezidek e Lutan Fyah.

O album ’Living Heart’ (Coração vivo) irá comemorar os 25 anos do selo e foi uma ideia do seu filho, Kareem “Remus” Burrel. No álbum já estão garantidas a presença de Sly & Robbie, Earl ’China’ Smith, Beres Hammond, Luciano, Jesse Royal, Lee ’Scratch’ Perry, Gentleman, Dean Fraser e Luciano.

Confira uma prévia dessa que promete ser uma das grandes compilações inéditas de 2014.

Fonte: Rafael Surforeggae

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Bob Marley


Robert Nesta Marley Booker, mais conhecido como Bob Marley1 (Nine Mile, 6 de fevereiro de 1945 — Miami, 11 de maio de 1981), foi um cantor, guitarrista e compositor jamaicano, o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar o género. Marley já vendeu mais de 75 milhões de discos.2 A maior parte do seu trabalho lidava com os problemas dos pobres e oprimidos. Levou, através de sua música, o movimento rastafari e suas ideias de paz, irmandade, igualdade social, libertação, resistência, liberdade e amor universal ao mundo. A música de Marley foi fortemente influenciada pelas questões sociais e políticas de sua terra natal, fazendo com que considerassem-no a voz do povo negro, pobre e oprimido da Jamaica. A África e seus problemas como a miséria, guerras e domínio europeu também foram centro de assunto das suas músicas, por se tratar da terra sagrada do movimento rastafari.
Hoje pode ser considerado o primeiro e maior astro musical do Terceiro Mundo e a maior voz deste. Suas músicas mais conhecidas são ” I Shot the Sheriff “,” No Woman, No Cry”,” Could You Be Loved “,” Stir It Up “,” Get Up, Stand Up “,” Jamming “,” Redemption Song “,” One Love/People Get Ready “e,” Three Little Birds “, e tambem lançamentos póstumos como ” Buffalo Soldier “e” Iron Lion Zion “. A coletânea Legend, lançada três anos após sua morte e que reúne algumas músicas de álbuns do artista, é o álbum de reggae mais vendido da história. Bob foi casado com Rita Marley (de 1966 até a morte), uma das I Threes, que passaram a cantar com os Wailers depois que eles alcançaram sucesso internacional. Ela foi mãe de quatro de seus doze filhos (dois deles adotados), os renomados Ziggy e Stephen Marley (lê-se Stivân), que continuam o legado musical de seu pai na banda Melody Makers. Outros de seus filhos, Ky-Mani Marley, Julian Marley e Damian Marley (vulgo Jr. Gong) também seguiram carreira musical. Foi eleito pela revista Rolling Stone o 11º maior artista da música de todos os tempos.

Juventude
Bob Marley nasceu em 6 de fevereiro de 1945 em Saint Ann, no interior da Jamaica, filho de Norval Sinclair Marley, um militar branco, capitão do exército inglês e Cedella Booker, uma adolescente negra vinda do norte do país. Cedella e Norval estavam de casamento marcado para 9 de julho de 1944. No dia seguinte ao seu casamento, Norval abandonou-a, porém continuou dando apoio financeiro para sua mulher e filho. Raramente os via, pois estava constantemente viajando. Após a morte de Norval em 1955, Cedella Booker casou-se com Toddy Livingstone, também de Saint Ann, e mudou-se com Marley para Trenchtown, a maior e mais miserável favela de Kingston, onde era provocado e rejeitado pelos negros locais por ser mulato e ter baixa estatura. Bob teve uma juventude muito difícil, e isso o ajudou a ter personalidade e um ponto de vista bastante crítico sobre os problemas sociais.

A Jornada
Quando foi morar em Trenchtown, Bob ainda novinho já tinha uma ligação forte com a música. Ele e o seu amigo Bunny, filho do homem com quem a mãe de Bob havia casado, improvisavam guitarras feitas de lata e acompanhavam os sucessos vindos da América, particularmente de New Orleans, sintonizados em um mini-rádio transistorizado. Eles captavam Ray Charles, Fats Domino, Brook Benton (um dos preferidos de Marley) e grupos como os Drifters, que eram muito populares na Jamaica.
Nesta época, a juventude jamaicana fervia com esta gama variada de R&B americanos, mas ter um rádio transístor para captar a nova onda era luxo, por isto nomes como Coxsone Dodd, Leslie Kong e outros, ficaram famosos por seus Sound Systems (sistemas de som), normalmente um furgão equipado com aparelhagem suficiente para fazer a rapaziada se animar com os últimos sucessos chegados dos EUA nas ruas dos guetos.
Por volta do início dos anos 60, o movimento R&B começou a decair nos Estados Unidos e tornou-se difícil a aquisição de discos para satisfazer a dieta insaciável de lançamentos que o povo jamaicano exigia. Os donos dos Sound Systems viram-se então obrigados a investir no talento dos músicos locais. Começava-se a desenvolver nesta época na ilha, uma música que incorporava as tradições musicais jamaicanas com influências do R&B e das Big Bands, resultando no vibrante e agitado som do Ska. A independência da Jamaica em 1962, deixando de ser uma colónia britânica, ajudou a compor o momento de criação de uma música originalmente jamaicana.
Os donos de Sound Systems tornaram-se então produtores. Alugavam algum estúdio de duas pistas, descobriam algum rapaz que tivesse o talento de cantar suas emoções vividas nos guetos de Kingston, e faziam discos de Ska.

Apartamento de Bob Marley em Londres, onde ele viveu em 1972.
Quando Bob Marley deixou a escola aos 14 anos, parecia ter apenas uma ambição: a música. Mas, muito para agradar sua mãe, que temia que ele se tornasse um rude boy (como são conhecidos os delinquentes juvenis na Jamaica), arranjou um emprego de soldador.
Passava suas horas livres ao lado de Bunny aperfeiçoando as suas habilidades vocais. Eles eram ajudados por um dos mais célebres habitantes de Trenchtown na época, o cantor Joe Higgs, que dava aulas informais de canto para artistas aspirantes que estivessem interessados em aperfeiçoar suas habilidades. Foi numa destas sessões que Bob e Bunny Wailer conheceram Peter Tosh, outro jovem com grande ambição na música.
Em 1962 Bob fez uma audiência para o produtor Leslie Kong, que veio a publicar as suas primeiras gravações. “Judge Not”, composta por Bob Marley, foi a primeira. Apesar de as músicas gravadas não terem sido executadas nas rádios e chamado pouca atenção do público, só vieram confirmar a ambição de Marley de se tornar cantor.
No ano seguinte, Bob decidiu que o caminho a seguir seria criar uma banda. Juntou-se com os seus amigos Bunny Wailer e Peter Tosh para formar os “Wailing Wailers”. Escolheram este nome para a banda porque diziam que, ao nascer no gueto, nasciam a lamentar, e “wail” signifca “lamentar”. O novo grupo tinha um mentor: o percussionista rastafari chamado Alvin Patterson, que apresentou os garotos para o produtor Coxsone Dodd. No verão de 1963, Coxsone ouviu os Wailing Wailers e, satisfeito com o som do grupo, resolveu gravá-los.
Os Wailing Wailers finalizaram seu primeiro single, “Simmer Down” através do selo de Coxsone, durante as últimas semanas de 1963. Já em janeiro do ano seguinte era a primeira nas paradas jamaicanas, e se manteve nesta posição durante os próximos dois meses.
O grupo, Bob, Bunny e Peter juntamente com outro cantor, Junior Braithwaite e mais duas backing vocals, Berverly Kelso e Cherry Smith, eram a grande novidade no cenário jamaicano. “Simmer Down” causou grande sensação na ilha e os Wailing Wailers começaram a gravar com regularidade para o lendário Studio One de Coxsone Dodd. O grupo agora criava novos temas identificando-se com os Rude Boys das ruas de Kingston. A música jamaicana finalmente tinha uma identidade e alguém que falava a mais pura linguagem do gueto.
Nos anos seguintes, a banda de Marley colocou mais alguns hits nas paradas da ilha, o que estabeleceu a popularidade do grupo mas, apesar disto as dificuldades económicas que atravessavam fez com que Junior Braithwaite, Berverly Kelso e Cherry Smith deixassem a banda. Além disso, a mãe de Bob havia-se casado novamente e mudou-se para Delaware, nos Estados Unidos, onde economizou algum dinheiro para mandar uma passagem de avião para o jovem Marley, naquela altura com 20 anos. A intenção da mãe de Bob era que lá ele começasse uma nova vida. Antes de se mudar para a América do Norte, ele conheceu uma jovem chamada Rita Anderson, e no dia 10 de fevereiro de 1966 casaram-se.
A estadia de Marley nos Estados Unidos teve vida curta. Ele só trabalhou lá o suficiente para financiar a sua verdadeira ambição musical. Em outubro de 1966, Bob Marley, depois de oito meses na América do Norte, retornou à Jamaica. Este foi um período decisivo na sua formação, pois o imperador da Etiópia, Haile Selassie, havia feito uma visita de estado na Jamaica em abril daquele ano, e durante o período em que Bob esteve fora, o movimento rastafari ganhou nova vida nas ruas de Kingston. Marley começou cada vez mais a se aprofundar dentro do espírito e cultura rastafari.
Em 1967, a música de Bob já refletia a sua nova crença. Ao invés de cantar hinos para os Rude Boys, Marley começou a compor temas sociais e espirituais, o que se tornou sua marca registrada e seu maior legado. Uniu-se novamente a Peter Tosh e Bunny Wailer para reorganizar o grupo. Eles simplificaram o nome original “Wailling Wailers” para “The Wailers”. Rita tinha iniciado sua carreira como cantora e alcançou um grande sucesso com a música “Pied Piper”, uma versão cover de uma música pop inglesa. A música jamaicana, por sua vez, estava a transformar-se: o agitado Ska tinha sido substituído por um ritmo mais lento e sensual chamado Rocksteady.
O compromisso que os Wailers vinham assumindo com o movimento rastafari provocou um certo conflito com o produtor Coxsone Dodd. Então, decidiram controlar o seu destino fundando seu próprio selo, Waili’N’Soul. Devido à ingenuidade deles nos negócios, apesar de terem conseguido algum sucesso no princípio, a firma acabou falindo no final de 1967. Apesar disto, o grupo sobreviveu inicialmente como compositores para uma companhia associada ao cantor americano Johnny Nash, que na década seguinte teve um grande sucesso internacional com a música “Stir it Up” de Marley.
No final da década de 1960 e início de 1970, os Wailers também se uniram ao produtor Lee Perry, o mago dos estúdios, que transformou as possibilidades técnicas de gravação numa forma requintada de arte. A união dos Wailers com Lee Perry resultou em algumas das mais belas produções da banda. Faixas como “Soul Rebel”, “Duppy Conqueror”, “400 Years” e “Small Axe” não foram apenas clássicos, mas definiram a direção do Reggae. Nesta mesma época, o baixista Aston “Family Man” Barret e seu irmão, o baterista Carlton se uniram aos Wailers. Eram eles que formavam a base rítmica dos “Upsetters”, o grupo de estúdio de Lee Perry com quem os Wailers tinham gravado em todas aquelas sessões junto ao produtor. Os dois irmãos eram, indiscutivelmente, a melhor sessão rítmica da época e o The Wailers, junto a eles, começou a ganhar forma. Anos mais tarde, Family Man, numa declaração, disse:

Nós éramos a melhor cozinha e os Wailers o melhor grupo vocal da Jamaica, então nos perguntamos: por que não pôr o mundo de joelhos?”

A reputação do grupo era aclamada por tudo quanto era Caraíbas, mas continuavam desconhecidos internacionalmente.
No verão de 1971, Bob aceitou o convite de Johnny Nash para acompanhá-lo até a Suécia, onde o cantor americano tinha sido encarregue de produzir a trilha sonora para um filme sueco. Enquanto estava na Europa, Marley assinou um contrato com a CBS, que naturalmente também era a gravadora de Nash. No verão de 72 todos integrantes dos Wailers estavam em Londres promovendo ostensivamente um single para a CBS: “Reggae on Broadway”. Mas assim como o filme de Nash, o projeto fracassou e os Wailers se viram em maus lençóis numa terra distante. Como última cartada na Europa naquele ano, Marley dirigiu-se aos estúdios da Island Records, em Londres, e perguntou se podia ver seu fundador Chris Blackwell.

Bob Marley em concerto em 1980.
Chris Blackwell, um jamaicano branco, descendente de ingleses, pertencente a uma rica e tradicional família da ilha, havia fundado a Island Records na Jamaica ainda no final dos anos 50 e já estava envolvido com a cultura musical jamaicana, mesmo antes da época do Ska. A companhia foi uma das pioneiras em exportar a música jamaicana para o mundo e na década de 60 se tornou a principal responsável por lançamentos e divulgação da música da ilha no Reino Unido, desde o Ska, passando pelo Rocksteady até o Reggae. A Island, ainda nos anos 60, também expandiu seus negócios para o rock’n roll, tendo em seu “casting” artistas como Traffic, Jethro Tull, King Crimson, Cat Stevens, Free e Fairport Convention. Assim, quando Marley fez seus primeiros passos dentro da Island em 1971, ele estava se conectando com a mais quente das gravadoras independentes na época.
Blackwell sabia da reputação de Marley na ilha caribiana. Tanto o lado no qual eram conhecidos como um bando de Rude Boys, quanto a de que eram de qualidade e fibra inigualáveis e que, acima de tudo eram muito populares e respeitados tanto na Jamaica como, já na época, em todo Caribe. Foi oferecida ao grupo uma oferta de confiança aonde Chris Blackwell, o contratante, dava um adiantamento de £ 4.000 (o equivalente aproximadamente a US $ 8.000), e uma carta branca para eles irem para a Jamaica e produzirem o material para o primeiro álbum do The Wailers na Island Records. Pela primeira vez uma banda de Reggae tinha este tipo de tratamento, comparável aos seus contemporâneos do rock n’ roll, com acesso ao mais alto nível de gravação. Antes disso, considerava-se que Reggae só vendia discos “singles” ou coletâneas de baixo custo. Blackwell foi advertido por várias pessoas a não confiar tanto assim nos garotos e que possivelmente eles sumiriam com o dinheiro sem que se visse resultado de gravação alguma. Depois de alguns meses, os Wailers estavam de volta a Londres com o material que haviam gravado nos estúdios da Island em Kingston.
Para tornar o material mais agradável aos ouvidos do público internacional, foram acrescentadas às gravações originais, solos de guitarra e linha de teclados executadas por músicos ingleses. A estratégia de Blackwell consistia em lançar os Wailers como uma nova banda de Rock, composta por negros jamaicanos. O resultado disso foi o álbum “Catch a Fire”, com uma sugestiva embalagem em forma de isqueiro, de onde se retira o vinil abrindo a tampa. O disco foi pesadamente promovido, iniciando a partir daí a escalada internacional do sucesso e reconhecimento de Bob Marley.
A cadência de Marley, aliada a suas letras de paz, protesto e engajamento social contrastavam completamente com o que rolava no cenário do rock da época. A gravadora decidiu que os Wailers deveriam excursionar fazendo shows tanto no Reino Unido, como também nos Estados Unidos, de novo uma completa novidade para uma banda de Reggae. A banda embarcou numa excursão pela Europa, o que a solidificou em suas performances ao vivo. Depois de três meses, voltaram à Jamaica, e Bunny, decepcionado com a vida na estrada e o pouco dinheiro que ganhavam, recusou-se a participar da tour pelos Estados Unidos. Foi substituído por Joe Higgs, o mestre musical dos ainda adolescentes Wailers, nos tempos de Trenchtown. Nos Estados Unidos, Bob Marley e seus parceiros lotaram alguns clubes noturnos e abriram shows para outros artistas. A repercussão da banda em sua tournée andava tão bem que foram arranjadas 17 datas para os Wailers abrirem os shows de Sly & The Family Stone, na época a maior banda de Black Music da América. Depois de abrir quatro shows para Sly, Bob Marley e sua banda foram retirados da tournée. Pelo que parece, Bob Marley & The Wailers destacavam-se mais do que a banda que deveria ser a atração principal.

Sede da Tuff Gong Records, gravadora fundada por Bob.
O primeiro sinal da projeção de Bob Marley como astro internacional viria através de um presente de Chris Blackwell, para o proeminente novo artista. Logo após o impacto do álbum “Catch a Fire” no mercado europeu, Blackwell entregou a Marley as chaves da Island House, uma imponente mansão situada na Hope Road Avenue, parte rica de Kingston, inclusive muito próxima à sede do governo, que ficava rua abaixo com seus imensos jardins. Em pouco tempo o novo “yard” de Marley tornou-se um núcleo de criação e uma espécie de comunidade, com acesso livre para toda a família, amigos do gueto, rastas, namoradas de uns e outros, músicos, jornalistas estrangeiros, e mais alguns outros que eventualmente apareciam para jogar o famoso futebol de fim de tarde no estacionamento da casa. Bob Marley, como revelam relatos de amigos e família, dava dinheiro e comida para pessoas que vinham da favela pedir. Era comum formar filas de mulheres com bebés, crianças, jovens e até mesmo homens que queriam começar um pequeno negócio, na porta da casa do músico.
Este clima de euforia de uma nova vida comunitária religiosa e criativa encontraria sua tradução no disco “Burnin”, segundo lançamento dos Wailers pela Island Records, no final de 1973. As músicas, com um conteúdo ainda mais politizado e social que as do álbum anterior, atingiam o público branco da Europa e Estados Unidos com clássicos como “Get Up, Stand Up”, na qual Bob alerta as pessoas para que lutem por seus direitos , “I Shot the Sheriff”, etc. Estava a acontecer uma verdadeira revolução musical e ideológica.
Celebridades como Paul McCartney, Mick Jagger começavam a admirar o ascendente trabalho do jamaicano. O lendário Eric Clapton ressurgiu regravando “I Shot the Sherif”, de Marley, versão que atingiu os primeiros lugares nas paradas, colocou o guitarrista inglês novamente no cenário musical e ajudou a alavancar ainda mais a carreira de Bob Marley & The Wailers.
Em outubro de 1974, “Natty Dread” foi lançado. Graças ao sucesso da faixa “No Woman No Cry”, que atingiu o primeiro lugar na parada inglesa, Marley tornou-se ainda mais popular. A essa altura, o grupo já não contava mais com Bunny Wailer e Peter Tosh, que partiram para suas carreiras solo e foram substituídos pelas I-Threes: as cantoras Judy Mowatt, Marcia Griffiths e a mulher de Bob, Rita Marley.
Com o lançamento do próximo disco, “Rastaman Vibration”, em 1976, o cantor conquistou a fama nos Estados Unidos. Na Jamaica, a sua fama já era quase mística, e em grande parte graças às mensagens de suas músicas, o pensamento rastafari estava a tornar-se muito popular nos guetos jamaicanos. Em meio a este quadro, também havia o fato de o imperador etíope Haile Selassie, considerado pelos rastas como a representação de Deus na Terra, ter falecido no final de 1975.

Tiroteio e a violência eleitoral
Bob Marley & The Wailers ao Vivo no Crystal Palace Park durante a Uprising Tour.
Em 1976, ano de eleições parlamentares na Jamaica, a ilha vivia um dos períodos mais sangrentos da sua história. Havia, praticamente, uma guerra civil entre jovens militantes que defendiam partidos distintos. Bob Marley quis dar um show gratuito pela paz e pela união da juventude. O então primeiro-ministro, líder do partido PNP, Michael Manley, apoiou e deu força à ideia do concerto pela paz, para supostamente apaziguar as tensões antes das eleições, marcadas para dali uns dias. Dois dias antes do show, porém, a casa de Bob Marley na Hope Road Avenue foi invadida por um grupo de pistoleiros defensores do candidato opositor a Michael Manley, que invadiu a sala onde Marley estava a ensaiar, e disparou tiros em todas as direções, com o intuito de o matar. Miraculosamente, ninguém foi morto no ataque noturno. Don Taylor, empresário de Marley, estava a aproximar-se dele no exato momento em que os homens começaram a disparar, levando vários tiros e tendo, como legado deste fato, uma vida sobre a cadeira de rodas. Rita Marley levou um tiro de raspão na cabeça. O projétil ficou alojado em seu couro cabeludo. Marley recebeu um tiro que raspou seu peito logo abaixo do coração e penetrou profundamente em seu braço esquerdo. O caso de Marley foi o menos grave entre os atingidos, sendo o primeiro a sair do hospital. No dia 5 de Dezembro, Bob, depois de muitos alertas, resolveu subir ao palco do festival mesmo baleado. Ainda com os curativos, Marley se apresentou no concerto “Smile Jamaica”, pela paz, e depois mostrou os seus ferimentos ao público. Nesta ocasião, ao ser questionado sobre o fato de comparecer ao show mesmo baleado, o músico disse uma de suas mais conhecidas frases: “As pessoas que estão a tentar destruir o mundonão tiram um dia de folga. Como posso eu tirar, se estou a fazer o bem?”

A continuação da jornada musical
Logo após o concerto “Smile Jamaica”, o cantor mudou-se para Londres, temendo que fosse vítima de outro atentado político, devido aos temas e críticas políticas e sociais de suas músicas. Em Londres, gravou seu disco “Exodus”. A partir de então, o sucesso dos Wailers só aumentou e cada disco lançado destacava-se nas primeiras posições inglesas e americanas.
Bob Marley voltou a morar na Jamaica em 1978. O músico resolveu conceder um concerto gratuito em Kingston para comemorar o seu retorno. No dia 22 de abril de 1978, Bob Marley & The Wailers apresentaram-se no Estádio Nacional de Kingston, no famoso “One Love Peace Concert”. Neste show, Marley chamou ao palco o então primeiro-ministro jamaicano, Michael Manley, líder do partido PNP, e Edward Seaga, líder do partido da oposição, para que dessem as mãos e fizessem um juramento de paz. A multidão que assistia ao concerto foi à loucura.

Ainda em 1978, Bob foi pela primeira vez a África, onde visitou o Quénia e a Etiópia, país sagrado reverenciado pelo movimento rastafari. Depois de uma nova tournée pela Europa e EUA, o grupo lançou o disco ao vivo “Babylon By Bus”, e tocou na Austrália, Japão e Nova Zelândia. Em 1979, Bob Marley & The Wailers lançaram seu álbum mais politizaodo de todos. “Survival” tinha como tema nas suas músicas os problemas sociais e políticos pelos quais o continente africano passava, como guerras, fome e o domínio branco. Neste álbum, foi lançada a música “Zimbabwe”: uma música de apoio aos rebeldes negros da Rodésia, que estavam prestes a conquistarem sua independência do domínio branco, criando o estado do Zimbabwe. “Africa Unite” também é uma música clássica deste álbum, que mistura assuntos da fé rastafari com a situação social dos africanos. “Survival” chegou a ser censurado pelo regime do Apartheid na África do Sul. Mas, por sua vez, África era o único continente em que o grupo ainda não se havia apresentado. Porém, em 1980, após terem se apresentado no início do ano no Gabão, Bob Marley e sua banda foram convidados a se apresentarem na cerimonia de independência do Zimbabwe. Bob Marley & The Wailers apresentaram-se em 18 e 19 de abril na festa de independência, em Harare, no Zimbabwe.
Em maio de 1980, foi lançado “Uprising”, sucesso instantâneo no mundo inteiro com hits como “Could You Be Loved” e a comovente faixa de encerramento “Redemption Song”. Os Wailers embarcaram na sua maior tournée europeia, arrasando quarteirões em todos os lugares em que passaram, incluindo o legendário show em Milão, Itália, com público estimado em 100.000 pessoas, recorde absoluto até então para qualquer banda do mundo. Bob Marley & the Wailers eram simplesmente a banda em tournée mais importante daquele ano e o álbum “Uprising” bateu todas as paradas de sucesso no continente europeu. Foi um período de máximo otimismo na carreira de Bob Marley.

A descoberta do câncer e a batalha contra a doença
Após a tournée europeia, com uma vasta agenda marcada, Bob Marley e a banda partiram para os Estados Unidos, quando fizeram dois shows no Madison Square Garden. Durante a segunda apresentação, Bob passou mal no palco e começou a ser averiguado o que se passava com o ídolo do reggae. Bob, embora com problemas de saúde, chegou a fazer ainda mais um show em Pittsburgh, no dia 23 de setembro de 1980 (último show de Bob Marley), mas logo o mundo recebeu a triste notícia de que o astro do Reggae tinha cancro. A doença teria sido decorrente de um ferimento infeccionado no dedão do pé, que ele teria sofrido em 1977, durante uma partida de futebol em Londres. A ferida, quando feita, não havia cicatrizado, e sua unha posteriormente havia caído; foi então que o diagnóstico correto foi feito. Marley na verdade sofria de uma espécie de câncro de pele, chamado melanoma maligno, que se desenvolveu sob sua unha. Os médicos aconselharam-no a amputar o dedo, porém Marley recusou-se a fazê-lo devido à sua filosofia rastafari, de que o corpo é um templo que ninguém pode modificar (motivo pelos quais os rastas deixam crescer a barba e os dreadlocks). Ele também estava preocupado com o impacto da operação em sua dança; a amputação afetaria profundamente sua carreira no momento em que se encontrava no auge.

Colapso e tratamento
O cancro espalhou-se para o cérebro, o pulmão e o estômago. Ele lutou contra a doença durante oito meses buscando tratamento na clínica do Dr. Joseph Issels na Alemanha, no final de 1980 e início de 1981. Durante algum tempo, o estado de Marley parecia ter se estabilizado com o tratamento naturalista do doutor alemão.

Morte
Em maio de 1981, quando o Dr. Joseph Issels anuncia que nada mais poderia ser feito, Bob Marley já abatido pela doença, resolveu retornar para sua casa na Jamaica para passar seus últimos dias junto à família e amigos. Ele não conseguiu completar a viagem, tendo que ser internado em um hospital de Miami. A sua mãe segurava a sua mão aos prantos enquanto Bob a consolava pedindo que secasse as lágrimas dizendo: “Mãezinha não chores. Vou à frente para preparar um lugar.” Faleceu pouco antes do meio-dia de 11 de maio de 1981. Menos de 40 horas depois de deixar a Alemanha.

Reputação póstuma
A música, a mensagem e a lenda de Bob Marley ganharam mais e mais força desde a sua morte. Também lhe deu um status mítico, similar ao de Elvis Presley e John Lennon. Marley é enormemente popular e bastante conhecido ao redor do mundo inteiro. É considerado o rei do Reggae e é visto como uma das maiores vozes do povo pobre e oprimido, e um dos maiores defensores da paz, da liberdade e da igualdade social e de direitos. Após a sua morte, a data do seu aniversário, o dia 6 de fevereiro, foi decretado feriado nacional na Jamaica.

Convicções políticas e religiosas
Bob Marley era adepto do movimento político-religioso rastafari, que proclama Haile Selassie (imperador da Etiópia falecido em 1975) como a representação divina na Terra e que defende o retorno do homem negro pelo mundo para a África. Bob Marley, altamente influenciado pela filosofia rastafari, expressava espiritualidade e defendia a liberdade, paz, igualdade social e de direitos, o amor universal e a irmandade para toda humanidade nas suas músicas, fazendo com que o movimento rastafari fosse conhecido pelo mundo inteiro. Mortimer Planno foi um ancião rasta que deu-lhe ensinamentos sobre o movimento.
Se todos nos unirmos e dermos as mãos, quem sacará as armas? – Eu só tenho uma ambição: que a humanidade viva unida. Negros, brancos, orientais, todos juntos. – Eu não estou do lado dos negros nem dos brancos. Eu estou do lado de Deus, quem me fez vir do homem branco e do negro.
— Bob Marley
Marley era um grande defensor da planta Cannabis, usada por ele no sentido da comunhão. Na capa de Catch a Fire, inclusive, ele é visto a fumar uma “ganza”, e o uso espiritual de cannabis, característico do movimento rastafari, é mencionado em muitas das suas músicas. No movimento rasta, os dreadlocks representam a força espiritual, as raízes (assemelham-se, literalmente, a raízes) que une o homem à Mãe África.

Controvérsia sobre o local do túmulo
Em janeiro de 2005 foi divulgado que Rita Marley estava a planear exumar os restos de Bob Marley e enterrá-los em Shashamane, Etiópia. Ao anunciar sua decisão, Rita afirmou que “toda a vida do Bob foi centrada em África, não na Jamaica”. Os jamaicanos foram amplamente contra a proposta, e a comemoração do aniversário de Bob em 6 de fevereiro de 2005 foi celebrada em Shashamane pela primeira vez, pois, antes todas as outras haviam sido realizadas na Jamaica.

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I Threes


I Threes foi um grupo vocal jamaicano de reggae formado por três mulheres em 1974 para fazer o vocal de apoio da banda Bob Marley & The Wailers depois que Peter Tosh e Bunny Wailer – os vocalistas de apoio originais dos Wailers – abandonaram a banda. Suas três integrantes eram a esposa de Marley, Rita Marley, Judy Mowatt e Marcia Griffiths.1 Seu nome é um jogo de palavras com o conceito rastafári de “I and I”, a divindade dentro de cada pessoa.

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Reggae em cena


Entrevista com Fellipe Souljah. O cantor fala sobre o cenário do reggae na capital e disponibiliza nova canção
por Letícia Carvalho

– Quando surgiu seu interesse pelo reggae?

Fellipe Souljah – Quando eu tinha 18 anos, recebi um convite pra entrar numa banda e a proposta era interpretar músicas de Bob Marley. Essa banda durou pouco tempo e se tornou no embrião do grupo Brasucas, que participo até hoje. Na época, o mp3 não era muito acessível e o Youtube ainda era um sonho distante, então a gente tinha uma grande dificuldade pra conseguir discos das bandas que gostávamos. Mas tive amigos que me ajudaram muito a aumentar meu conhecimento sobre o reggae. Eles tinham muitos discos e conheciam muita coisa: Coelho, Bruce Irie e Nego Moita. Tinha também um programa na rádio cultura chamado “Radiola Reggae”, apresentado pelo Helinho Franco (também percussionista da banda Tijolada Reggae) e a maioria das fitas cassete que a gente tinha eram de músicas que tocavam no programa. Hoje posso dizer que entre as minhas principais influências no reggae estão Black Uhuru, The Wailers, Roots Radics e Burning Spear.

– Como você avalia o cenário do reggae na capital?

Fellipe – Brasília sempre foi uma referência musical no país. Uma vez um amigo me disse que, talvez pelo fato de não termos uma praia, o jovem brasiliense acaba encontrando na música – ou no esporte – uma forma de canalizar as suas energias. Ainda assim, a única banda de reggae brasiliense que conseguiu reconhecimento nacional foi o Natiruts e isso não se deve à falta de qualidade das outras bandas. Temos, na cidade, uma deficiência na área de produção executiva, o que faz com que os artistas tentem (muitas vezes sem sucesso) se tornar seus próprios managers. O resultado: bandas com um excelente trabalho musical, mas sem projeção no mercado nacional. Rio e São Paulo continuam a ser os grandes, porém, na minha opinião, Brasília ainda se destaca pela qualidade musical.

– Como foi pra você a experiência de trabalhar no exterior com músicos de grande prestigio no mundo inteiro?

Fellipe – Quando me mudei pra Inglaterra, queria encontrar um cara chamado Dennis Bovel. Além de um excelente baixista, ele se tornou um grande produtor musical, sendo responsável pela mixagem do primeiro disco da banda O Rappa. Acabei não encontrando o Dennis, mas em Brixton, um bairro londrino famoso por sua atmosfera jamaicana, acabei esbarrando com Michael Rose num baile do Aba Shanti Sound System. Michael Rose era o vocalista do Black Uhuru e foi o primeiro vencedor de um Grammy na categoria reggae. Ele me apresentou à Jimi Lyons, produtor de uma backing band que trabalhava com diversos artistas que vinham da Jamaica. Foi nessa banda, chamada de Giddeon Family, que tive a oportunidade de fazer minha primeira turnê internacional, tocando na França, Alemanha, Espanha e Inglaterra.

– Como surgiu a ideia de fazer um trabalho solo?

Fellipe – Começou quando voltei da Inglaterra. Cantar de forma improvisada sobre uma base instrumental era muito comum na Jamaica e isso se popularizou tanto que influenciou também os rappers americanos. Em Brasília, muita gente já fazia esse tipo de apresentação na cena do rap. A exemplo do Gog, Japão e do DJ Jamaica. Mas no reggae isso ainda não acontecia. Essas mesmas bases instrumentais, que são chamadas de beat no rap, são conhecidas como riddim no reggae. Voltei com vários riddims na mala e comecei a cantar na abertura de alguns shows.

– Você está lançando uma nova música, “A Luta Continua”. Teremos outras novidades para este ano?

Fellipe – Lancei, recentemente, um single que tem participação de Amlak Tafari, baixista da banda britânica Steel Pulse. A música surgiu de uma ideia que tive de escrever uma carta para mim mesmo, falando sobre a importância de continuar lutando por um sonho. Está previsto para março o lançamento do meu primeiro EP solo, chamado #alutacontinua e que conta com a participação de músicos da cidade, como Marcelo Pahl e Estevão Bomba Campos. Além disso, banda Brasucas pretende gravar um DVD ainda no primeiro semestre de 2014.

Fonte: http://vejabrasil.abril.com.br/brasilia/materia/reggae-em-cena-1764

Ouça a música A Luta Continua

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